Túmulos
Festejo,
Aos fios do tecelão que ardem em versos
À mão unânime que toca o corpo
Armados pelas armas dos que amam
Dos que não me amaram
Aos que nunca amei
Aos gatos noturnos enciumados nos telhados
E à multidão daqueles dos que me odiaram
Ouço,
Uma lira urtida a tocar
Um toque de música de mosca
Debocho,
Teus hábitos freqüentados
Freqüentes
Os hábitos de padre
Ergo,
Levemente ergo a mão
Mãos embebidas em sangue
E ,aos
Pintados e pontiagudos vítreos que relaxam as dobras
Obras dos teus dedos
Falo do teu vestido roxo
Anexo ao bolso do terno xadrez do meu enterro
(onde guardo uma lágrima -ainda molhada)
Explodem os vidros risos que piamente achastes ter silenciado!
Aqui,não, ali. Vai mais um pouco, para, segue. Não quero viver no quase e no ainda não.Se a vida ainda não começou, não começará nunca.Disseram prá tomar cuidado com a palavra nunca.Nunca.Tomar cuidado, nunca tomar cuidado.Perder-se seria mais delicioso.
mais frag mentos
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Garçom, um copo
Saltitantes e vorazes
Esses desejos te consomem
Ó Vil
Vilões e vivos lilases percorrem o corpo
Sensual corpo em movimento
Límpidos acasos insistem
A existência tornou-se pacata e tão cheia de
Copos cheios
Esvazio copos buscando
Algo menos vazio
Vazios cheios de algo que recuso a beber
Logo ali vomitei algo que não comi
Nem bebi
torno-me sóbrio a cada dia
E, é isso que me preocupa!
A sobriedade dos nossos dias
Todas as nossas razões que sufocam nossos desejos
Todos os motivos pra motivar o que não desejo
Pois
Quando tudo o que quero é um querer tão reto
A retidão dos teus dias incomodam meu jeito torto
Minhas pretensões é não pretender nada
Nada além de esvaziar copos
Álcool!
Pois querer algo tão reto é um querer que não é meu!
Se quer me esvaziar
Me beba
E garanto
Ficará bêbado, embriagado
Esses desejos te consomem
Ó Vil
Vilões e vivos lilases percorrem o corpo
Sensual corpo em movimento
Límpidos acasos insistem
A existência tornou-se pacata e tão cheia de
Copos cheios
Esvazio copos buscando
Algo menos vazio
Vazios cheios de algo que recuso a beber
Logo ali vomitei algo que não comi
Nem bebi
torno-me sóbrio a cada dia
E, é isso que me preocupa!
A sobriedade dos nossos dias
Todas as nossas razões que sufocam nossos desejos
Todos os motivos pra motivar o que não desejo
Pois
Quando tudo o que quero é um querer tão reto
A retidão dos teus dias incomodam meu jeito torto
Minhas pretensões é não pretender nada
Nada além de esvaziar copos
Álcool!
Pois querer algo tão reto é um querer que não é meu!
Se quer me esvaziar
Me beba
E garanto
Ficará bêbado, embriagado
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