Saltitantes e vorazes
Esses desejos te consomem
Ó Vil
Vilões e vivos lilases percorrem o corpo
Sensual corpo em movimento
Límpidos acasos insistem
A existência tornou-se pacata e tão cheia de
Copos cheios
Esvazio copos buscando
Algo menos vazio
Vazios cheios de algo que recuso a beber
Logo ali vomitei algo que não comi
Nem bebi
torno-me sóbrio a cada dia
E, é isso que me preocupa!
A sobriedade dos nossos dias
Todas as nossas razões que sufocam nossos desejos
Todos os motivos pra motivar o que não desejo
Pois
Quando tudo o que quero é um querer tão reto
A retidão dos teus dias incomodam meu jeito torto
Minhas pretensões é não pretender nada
Nada além de esvaziar copos
Álcool!
Pois querer algo tão reto é um querer que não é meu!
Se quer me esvaziar
Me beba
E garanto
Ficará bêbado, embriagado
Nenhum comentário:
Postar um comentário