mais frag mentos

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Garçom, um copo

Saltitantes  e   vorazes


Esses desejos te consomem

Ó   Vil

Vilões e  vivos  lilases percorrem o corpo

Sensual corpo em movimento

Límpidos acasos insistem

A existência tornou-se pacata e tão cheia de

Copos cheios

Esvazio copos buscando

Algo menos vazio

Vazios  cheios de algo que recuso a beber

Logo ali vomitei algo que não comi

Nem bebi

torno-me sóbrio a cada dia

E, é isso que me preocupa!

A sobriedade dos nossos dias

Todas as nossas razões que sufocam nossos desejos

Todos os motivos pra motivar o que não desejo

Pois

Quando tudo o que quero é um querer tão reto

A retidão dos teus dias incomodam meu jeito torto

Minhas pretensões é não pretender nada

Nada além de esvaziar copos

Álcool!

Pois querer algo tão reto é um querer que não é meu!

Se quer me esvaziar

Me beba

E garanto

Ficará bêbado, embriagado

Nenhum comentário:

Postar um comentário