Em algum lugar tudo acontece
Mas não aqui
Contaram-me histórias terríveis de como se faz história
Aqui é o lugar onde tudo deveria acontecer
Mas não acontece
Desde que inventamos a memória
Que a tudo retém e a tudo esquece
Ao possiblitar possibilidades a tudo
Que tudo que rasteja rasteja em nós
A simbiose , as sinapses e os relâmpagos
Porque viver de Deja vus e de um já vi isso
É contar ao velho aborígene o que na sua língua não faz sentido
Nem diferença faz dizer para eles: Não posso!
Quero um Xamã, quero uma dança aborígene
Quero deleitosas tetas para beber vinho
Eu quero tudo da vida na vida senão não quero
Quero estar onde ela acontece
E recuso ao acontecimento não acontecer comigo
Onde estou
Onde estou é lugar algum, pois
Nenhum esteve onde algum está
Onde acontece alguma coisa sempre
Sempre algo aqui, aqui-e-agora
Porque depois do acontecimento restam apenas reflexões
Vamos?
Vamos acontecer juntos?

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