Em nome das almas mataram nossos corpos
Em nome do Pai mataram a Mãe!
A mãe fugiu, os pitainhos assustadíssimos
Aturdidos fugíamos
Triturados alimentávamos as feridas
andávamos com o que sobrava das pernas
Estruturas irreconhecíveis
morto-vivos ambulantes
Éramos aqueles quase-vivos vibrantes escondendo-se durante o dia
À noite sugávamos as migalhas dos pobres, nós os ricos
As árvores refugiavam nossos prazeres ilustres
Contávamos a Lenda dos Nômades aos pequenos, Grandes Nomes
Todos colados ao surdo ouviam as melodias da cifra
cevas, citras e outras piras passavam de mão em mão
Definivamente cantávamos embriagados de cultura
E a fome reclamava sua origem!

Nenhum comentário:
Postar um comentário