mais frag mentos

domingo, 15 de agosto de 2010

NÔMADE

Em nome das almas mataram nossos corpos


Em nome do Pai mataram a Mãe!


A mãe fugiu, os pitainhos assustadíssimos


Aturdidos fugíamos


Triturados alimentávamos as feridas


andávamos com o que sobrava das pernas


Estruturas irreconhecíveis


morto-vivos ambulantes


Éramos aqueles quase-vivos vibrantes escondendo-se durante o dia


À noite sugávamos as migalhas dos pobres, nós os ricos


As árvores refugiavam nossos prazeres ilustres


Contávamos a Lenda dos Nômades aos pequenos, Grandes Nomes


Todos colados ao surdo ouviam as melodias da cifra


cevas, citras e outras piras passavam de mão em mão


Definivamente cantávamos embriagados de cultura


E a fome reclamava sua origem!

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