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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

FOGO!

Senhoras...
                   Senhores......
                     
Aberto os estandes....FOGO

Eu sou a floresta em chamas


Inteiramente fumígena


E vi uma em chamas.

E te vi em chamas, inflamado

Ah, você perde a paciência, você também perde

As chamas não são um indivíduo, nela não há nada de UNO


Sim, sim...uma floresta de verdes pinhais pegando fogo. Verdes em Vermelhos!


Sintetizavam  pinhais escalando sua vidinha macia, místicas atividades autótrofas

Cada um basta a si mesmo! Eis uma filosofia de arvóres, genealógica!

Um estalo de lenha abre canto silencioso que morre como a fumaça abafadaLimitavam-se a tranformar um gás noutro, a respirar


Nas sextas-feiras marcavam suas festinhas


Linda paisagem azul maça a trair um vermelho ócio


Agora é uma grande comunidade, todos estão inflamados pelo seu deus.FIER!

A floresta está em festa, nupiciou inúmeros artifícios


O fogo tranforma a natureza da matéria


Perigoso: Nunca vi coisa mais bonita!


Completamente incendiária

O fogo é uma natureza completamente incendiária

Mesmo depois de queimar todo o combustível continua queimando

Queima, queima, queimam o quê?


Também sou o pingo derretido da solda


Eu grudo,eu grupo, me apego, ainda te pego


Detido, desaraigando, solto e deitando


tu vês um pingo de solda correndo?


É inteiramente poção mágica


Abraça, cola, gruda e morre instantaneamente!


As coisas maiores da vida estão nas menores coisas que se pode ver!


Logo, não vemos! Desculpem os pequenos por sua invisibilidade!


As coisas mais claras da vida apagam os escuros espaços bifurcados


Passei por aqui não faz muito, mas muito tempo passou desde então


Acessos de loucura animal acendem


vagalumes acesos acendem meus olhos


Insetos percorrem o corpo deitado


sangue, àgua, terra, sêmen, tudo por canais


Nossas bostas se escondem pelos escapamentos dos nossos canos


Escondemos nossos podres no PVC, como se fosse mais higiênico


bueiros, privadas, esgotos- Tudo é fluxo de uma cagada coletiva!


O doce e o salgado se encontram na distância da minha língua.Como é longa!

O amargo e o azedo estão mais perto do que o doce e o salgado

No fim são todos indivíduos, todos saboreiam e são saboreados.COMIDOS!


Eu pensei assim: Como posso sentir minha própria boca?

Queria ser tu para a mim sentir

Já te sinto desde longe, desde quando abres o portão


Nem me percebo respirando.Quando lembro disso fico ansioso. Inicío a contagem.Regressiva.

Regrido. Maldita psique, maldita memória!


Maldito relógio que toma as minhas horas, que compassa as batidas do meu coração


No jogo de domingo Roger me disse que era pra ter passado a bola


Eu fiz o GOL, foi de placa


Na cerveja de terça senti o gosto da minha boca.Mordi a língua!


Dor terrível, tive vontade de morder de novo, só de raiva



Uma vez um gafanhoto disse à sua comunidade que logo retornaria com um milhão de folhas



Foi comido e se abrasou.Virou brasas!


As brasas são o maior exemplo de comoção coletiva


Estão tão próximas que as partículas da máteria inflamam


Deixam de ser o que eram ou apenas se afirmam?


A matéria combustível não é o mais importante no que queima
Precisamos estar mais pertos e BOOM!


A distância é milímetros


A distância é um gesto


Eita, Jardim de delícias e oceano de perfumes


Quando o Sol montado num cavalo, galopante


Rastreia os meus frios e queima minha matéria escura


Jardim de delícias e oceano de perfumes quando galopante o fogo inflama!

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