Fiz o exercício
De olhar pelos olhos do Outro
Mesmo assim quem olhava era Eu
Permanecia Eu olhando
Tentei novamente
Sob o risco do próprio Eu
do meu próprio olho
olhei
Foi milagroso olhar o Outro olhando para mim
E eu parecia com os outros
Quando com meus olhos olhava e nos seus olhares me encontrava
Inacessível, indifernte, familiar e distante
Logo o Outro me exorcizou reclamando seus olhos
Dizia ficar sem olhares se assim continuasse
Agora sem olhos alheios
Perdido os meus
Observo tudo cego, pois nada tem olhos
Pois nada deve ser olhado por muito tempo
Por isso vejo maravilhas
Você é maravilhoso sabia? Pois vejo eu mesmo pelos seus olhos agora
Assim como os conceitos limitam
Os exemplos limitam!
E nada é universal
E mesmo assim percebo tanto em comum entre nós, sabe?
Não? Não sabe?
Tome os meus olhos ( já estão sacados)
Tome, veja!

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