mais frag mentos

domingo, 15 de agosto de 2010

JOGANDO

Eu me faço

Um momento, um momentinho. Pronto!


Agorinha, em barquinhos de papel navegávamos profundo


Agorinha as dobras líquidas nos enchiam


Líquidos! Quero beber! Sirvam-me! Bebam-me! Não me encham!


Não muito cheio, assim derrama!


Sirvam-me dois dedos de Tequila. Sirvam-me um prato cheio de solidez,alquimistas


Corremos tolinhos ao que nos agrada


Compramos ações e jogamos na Loteria

 das emoções dos outros


Perdemos no Pocker! Poquer tantas perdas? Poquer tantas cartas na manga?


Quem descobriria o segredo no ponche do mendigo?


Rídiculo e patético seus risinhos desdentados


A dama em duplo na mão do Patife!


A sorte evadida dos corpos vadios


Copos vazios, corpos evadidos de...


Ternura minha gente é um URROOOOOOOOOO!


Um sorriso é uma lágrima quando todos estão sérios


Deitam suas emoções e baixam guarda


Manti eternamente as mãos a salvo, agora por outra eternidade quero baixar guarda! Bata-me, knock-out!


E no fundo do bar o As trincava


Sussuros, salves e assovios.Gritem! Um brinde: A sorte voltava!


E nem parecia que o empuxo da água suprime e suplanta


E planta os corpos num cemitério marítimo! Tin-tin!


Vejo brindes, tudo em festa


O que é uma lágrima nesse abundante pote d’ àgua?


Ainda mais a minha! Imperceptível cisco nos meus olhos.Ninguém viu!


E o Pai imponente: Meninos não choram!


E o menino franzino: Foi um cisco papai, sou gaúcho macho!

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