Eu me faço
Um momento, um momentinho. Pronto!
Agorinha, em barquinhos de papel navegávamos profundo
Agorinha as dobras líquidas nos enchiam
Líquidos! Quero beber! Sirvam-me! Bebam-me! Não me encham!
Não muito cheio, assim derrama!
Sirvam-me dois dedos de Tequila. Sirvam-me um prato cheio de solidez,alquimistas
Corremos tolinhos ao que nos agrada
Compramos ações e jogamos na Loteria
das emoções dos outros
Perdemos no Pocker! Poquer tantas perdas? Poquer tantas cartas na manga?
Quem descobriria o segredo no ponche do mendigo?
Rídiculo e patético seus risinhos desdentados
A dama em duplo na mão do Patife!
A sorte evadida dos corpos vadios
Copos vazios, corpos evadidos de...
Ternura minha gente é um URROOOOOOOOOO!
Um sorriso é uma lágrima quando todos estão sérios
Deitam suas emoções e baixam guarda
Manti eternamente as mãos a salvo, agora por outra eternidade quero baixar guarda! Bata-me, knock-out!
E no fundo do bar o As trincava
Sussuros, salves e assovios.Gritem! Um brinde: A sorte voltava!
E nem parecia que o empuxo da água suprime e suplanta
E planta os corpos num cemitério marítimo! Tin-tin!
Vejo brindes, tudo em festa
O que é uma lágrima nesse abundante pote d’ àgua?
Ainda mais a minha! Imperceptível cisco nos meus olhos.Ninguém viu!
E o Pai imponente: Meninos não choram!
E o menino franzino: Foi um cisco papai, sou gaúcho macho!

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