mais frag mentos

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Túmulos

Túmulos




Festejo,


Aos fios do tecelão que ardem em versos


À mão unânime que toca o corpo


Armados pelas armas dos que amam


Dos que não me amaram


Aos que nunca amei


Aos gatos noturnos enciumados nos telhados


E à multidão daqueles dos que me odiaram


Ouço,


Uma lira urtida a tocar


Um toque de música de mosca


Debocho,


Teus hábitos freqüentados


Freqüentes


Os hábitos de padre


Ergo,


Levemente ergo a mão


Mãos embebidas em sangue


E ,aos


Pintados e pontiagudos vítreos que relaxam as dobras


Obras dos teus dedos


Falo do teu vestido roxo


Anexo ao bolso do terno xadrez do meu enterro


(onde guardo uma lágrima -ainda molhada)


Explodem os vidros risos que piamente achastes ter silenciado!

Um comentário:

  1. NOSSA.. ARREPIO...INTENSO DE PAZ ,MISTURADA COM EMOÇÃO E ADMIRAÇÃO...SIMPLESMENTE VOCÊ FAZ COM QUE TUDO AO REDOR SE PAREÇA PEQUENO,MAS AO MESMO TEMPO CADA PONTO CADA TRECHO CADA VÍRGULA TEM SEU LUGAR E SEU SENTIMENTO...

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